A cultura versus a crença ou a cultura da crença?

Sexo, Drogas E Rock'n Roll

"Mea culpa é uma frase latina que, em português, pode ser traduzida como 'minha culpa', ou 'minha falha'. De forma a enfatizar a mensagem, o adjetivo máxima pode ser inserido, resultando em mea máxima culpa, que poderia ser traduzido como 'minha mais [grave] falha' ou 'minha mais [grave] culpa'. Consiste num pedido de perdão ou num reconhecimento da própria culpa." fonte wikipédia

Confesso que quando neófito no ambiente virtual, mais especificamente, no facebook, caí na armadilha de um tal pedantismo do qual estou decididamente me declarando arrependido. Ora, recentemente tive um insight sobre vaidades: Afirmo agora que nem todas são dignas de escárnio. Se ela te leva a menosprezar o outro pela vaidade dele, olhe dentro de você, quem sabe não seja você o vaidoso?

Em nome de uma suposta defesa de minha fé, recentemente, visualizei e em seguida postei um meme em que criticava por parte de músicos gospeis o uso do termo levita. Ora, que posso eu fazer pra buscar o equilíbrio? Até que ponto o meu combate também não é uma vaidade? E até que ponto a vaidade é boa e em que ponto ela começa a se mostrar obscura?

Me lembrei daquelas igrejinhas da minha infância, onde o pedreiro, o vigilante e até mesmo aquele senhor que trabalha o dia inteiro nas mais diversas profissões, colocava o seu melhor paletó para se sentar nas cadeiras postas a frente da comunidade. Uma espécie de vaidade boa na minha opinião. (Um pouco de autovalorização, recuperação da autoestima e por aí vai).

Hoje estou medindo minha crítica, não por uma autocensura, mas por procurar um diálogo alternativo. Não adianta de nada vibrar como um joão batista no meio do deserto, se não contribuir para o crescimento de outro ser humano. Hoje prefiro buscar a trilha da empatia e do respeito ao outro que começa quando eu respeito sua cultura e crença. Mesmo que essa crença deles esteja dissonante e destoando de seus próprios livros sacros, por vezes quando trilham caminhos incoerentes, seguindo cegamente sem questionar, resta aos que querem fazer a diferença, encontrar caminhos de comunicação através de nossa Mea Máxima Culpa! Não apenas chocar com uma contracultura como por exemplo os reformados teonazistas na internet que funcionam como haters em direção a quem pense diferentes deles, mas apresentar uma trilha e lançar o convite para um caminhar lado a lado.

Hoje Sexo, Drogas e Rock'n Roll lhe apresenta esse choque cultural da revolução do amor.

(Ah, antes que eu esqueça, eu deletei o meme que havia compartilhado)

Sexta-feira, 04 de Novembro de 2016

Sobre o Escritor

Cass Aquino

Jornalista, ator e Palestrante de oficinas sobre comunicação e artes. Bacharel em Comunicação Social Formado em Jornalismo no ano de 2010 pela Universidade do Vale do Itajaí. Foi ator do grupo de teatro de pantomíma Gibbor por mais de 15 anos.

Escreve às sexta.

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