Falsa abstinência/celibato, Ópio e Sertanejo!

Sexo, Drogas E Rock'n Roll

Embora eu prefira o título original: Sexo, Drogas e Rock´n Roll, estou pensando seriamente em trocar o nome da minha coluna para abortar os temas da semana. (brincadeirinha, vou trocar não...)

Vou começar pela conhecida e rebatida frase: "A religião é o ópio do povo". Marx não foi o primeiro a utilizar tal analogia, embora a autoria lhe seja frequentemente atribuída. Ele, de fato, sintetizou uma ideia que estava presente em autores do século XVIII. Hoje mais do que nunca vivemos o século da falsa abstinência, aquele celibato virtual que só existe na mente dos incautos. Eu mesmo tive minha fase asceta, por me imaginar num termômetro de santidade e imaginando que a minha volta acontecia a mesma coisa. Santa inocência Batman, enquanto você era um nerd que se imaginava pecador após uma resposta natural do seu corpo, o povo estava curtindo a vida adoidado. Me arrependo sim, me arrependo de tão tardiamente ter aberto a minha mente para a realidade. Liberto do ópio da religiosidade, hoje numa caminhada agnóstica procuro a divindade. Não julgo que já a tenha encontrado, mas sigo tentando. Nós queremos sempre construir ídolos para nós e nessa categoria os iconoclastas não são bem vindos.

Mas, fazer o que? É o que temos pra hoje. Em um momento em que a religião novamente nos assusta, precisamos entender o que disse pastor John Stott, que afirma que "Crer também é pensar"! Uma fé cega é tão prejudicial quanto nenhuma fé. Precisamos entender que estarmos cegos a um conjunto de dogmas e ignorar nossa humanidade é terrível. Hoje com a facilidade de exposição das várias idiossincrasias, tanto o bem quando o mal do interior do ser humano tem sido desmascarado. Não é saudosismo ou crítica a liberdade de expressão, mas temos visto em nome de "deus" que desejam a liberdade para expor seus ódios e desejos obscuros em detrimento das necessidades de muitos.

Lemos e ouvimos coisas aparentemente irreais, de um povo que parece realmente estar sobre efeito de uma droga, levantando bandeiras assustadoras. Vemos guias cegos, guiando outros para o mesmo abismo que não podem ver. Gritamos, mesmo que chamados de polêmicos, mesmo que num suspiro utópico e por vezes mal interpretados, mas não podemos simplesmente receber calados.

Como li numa postagem por aí nas redes sociais: Você não precisa ser mulher para defender atitudes contra a violência contra mulher, não precisa ser negro ou gay, para se envolver em causas que estimulem o respeito ao ser humano em sua diversidade e variação cromática. Enfim em continuo com Sexo, Drogas (no meu caso só a coca cola) e o bom e velho Rock!

Sexta-feira, 22 de Julho de 2016

Sobre o Escritor

Cass Aquino

Jornalista, ator e Palestrante de oficinas sobre comunicação e artes. Bacharel em Comunicação Social Formado em Jornalismo no ano de 2010 pela Universidade do Vale do Itajaí. Foi ator do grupo de teatro de pantomíma Gibbor por mais de 15 anos.

Escreve às sexta.

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