Filho de hippie com evangélica

Sexo, Drogas E Rock'n Roll

Fim de semana em andamento, aniversário da matriarca da família. Mesmo que ela não aprove minha defesa as minorias como por exemplo a favor da categoria LGBts, Ainda assim, eu a compreendo e a amo em todas essas limitações religiosas na interpretação do outro. Como eu costumo repetir após os 40, a referência dos pais que já era significativa na infância se transforma numa espécie de veneração "hors concours" que significa:

"fora da competição, fora do concurso. O termo é usado para algo excepcional que vai ser apresentado numa exposição, num concurso, sem estar competindo com os demais, sendo, apesar da subjetividade, considerado de qualidade superior."

Uma das fotos que mais gosto é a do casamento deles: Meu pai hippie, cabeludo, calça boca de sino dos anos 70, minha mãe cabelinho curto e minissaia. Essa foto eu digitalizei no meu Facebook e curto muito a sensação de nostalgia que ela causa. O meu hippie cresceu e virou um senhor quase se aposentando (já deveria estar, mas com as novas alterações ainda não) que levanta as quatro da manhã pra trabalhar em outra cidade. A minha jovem evangélica que contrariando as regras pegou a minissaia da irmã emprestada e usou no casamento o manteve com garra e criou os três filhos que hoje lhe trazem netos para a sua alegria.

Não sou um ferrenho defensor de manter casamentos problemáticos, pelo contrário, sou totalmente favorável a dissolução de relações abusivas ou que já não tenham mais propósito. No entanto sou grato aos meus dois bons velhinhos por estarem conosco, seus três filhos. Sou grato a Deus por ser quem sou e sendo quem sou, sou parte de cada um deles.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

Sobre o Escritor

Cass Aquino

Jornalista, ator e Palestrante de oficinas sobre comunicação e artes. Bacharel em Comunicação Social Formado em Jornalismo no ano de 2010 pela Universidade do Vale do Itajaí. Foi ator do grupo de teatro de pantomíma Gibbor por mais de 15 anos.

Escreve às sexta.

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