Mudanças

Sexo, Drogas E Rock'n Roll

Raramente mudamos, essa é a realidade. Até quando mudamos, realmente será que mudamos? Na verdade alardeamos nossa liberdade muito além do que realmente praticamos. Pensemos um pouco antes de rebater essas assertivas. Podem ouvir a canção na voz de Elis? "Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais" e entender o significado mais profundo e simples desse axioma?

Apesar de todo nosso pretenso ineditismo, somos reféns do nosso meio e sem dúvida alguma de nossa herança genética. Ora, nem com toda a força de vontade poderíamos em nosso livre arbítrio transcender algo tão visceral. Sim, das entranhas de nossos pais, avós e etc. Ao abrirmos nossos olhos nos deparamos com um espaço tempo tão limitado e com tal carga nos direcionando para a continuidade da espécie como uma missão indubitavelmente destinada.

Romper com padrões previamente estabelecidos, custa caro. Por isso a mudança é algo tão raro. Por isso o tempo passa e vemos se repetindo padrões na sociedade que julgávamos ultrapassados. Por isso temos no Brasil nosso próprio protótipo de Hitler nacionalista aplaudido, o qual não vou citar o nome para não dar ibope em sua pretensa caça as bruxas comunistas e petralhas, temos esse próprio ser energúmeno aplaudido por muitos e curtidos por outros tantos no meio virtual, ao ponto de o chamarem de MITO.

O que fazer, além de tentar incorporar o velho Buk, sentar num canto com um copo imaginário de álcool e mandar um foda-se em direção a essa sociedade constipada?

Sexta-feira, 07 de Abril de 2017

Sobre o Escritor

Cass Aquino

Jornalista, ator e Palestrante de oficinas sobre comunicação e artes. Bacharel em Comunicação Social Formado em Jornalismo no ano de 2010 pela Universidade do Vale do Itajaí. Foi ator do grupo de teatro de pantomíma Gibbor por mais de 15 anos.

Escreve às sexta.

Comentários