O Cafajeste e a Feminista V

Sexo, Drogas E Rock'n Roll

Foi com Gabriel que Eduardo perdeu muito do seu extremismo, foi o amigo que o fez enxergar que nem tudo era 8 ou 80, que havia tons e mais tons nas cores da vida que não eram apenas tons de cinza. Com a licença poética já citada, resta esclarecer que o bordão se aplicava e se explicava em várias posturas nos quais ele foi influenciado. Entre os vários debates e assuntos que havia visto o seu colega defender, estavam dois temas que o marcaram profundamente: O serviço militar e o título de eleitor serem obrigatórios.

Interessante saber que Gabriel havia servido voluntariamente ao exército, o que causava certa estranhez ou ouvir de sua boca argumentações contra o serviço militar. O que era prontamente esclarecido ao escutar a forma como ele falava bem do seu tempo de serviço e dos méritos e honrarias que havia alcançado. Mas, de forma inteligente e esclarecida, ele tentava argumentar, embora muitas vezes em vão para uma sala cheia de novos cientistas e sociólogos formados nas mais diversas mídias sociais digitais, a diferença radical entre a obrigatoriedade de algo que devia ser uma defesa da liberdade.

E outro ponto interessante no discurso de Gabriel, que todos sabiam ser politicamente engajado e inclusive ter sido militante e atuante em alguns partidos políticos, era a a sua defesa do fim do voto obrigatório, deixando o título de eleitor de ser um documento requisitado em muitas situações. As explanações que fazia, mostravam a Eduardo e a outros que se prestassem a ouvir, que no espectro relativo as mais variadas questões, haviam muitos nuances entre os extremos, que deveriam ser considerados.

Ou seja, não poderiam dizer que ele não era patriota por defender o fim de ambas as obrigatoriedades, apenas alguém que conhecia os sistemas, os respeitava, mas não aceitava ser obrigado a nada. Afinal como sempre dizia sua mãe: "obrigado é pau de arrasto".

Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

Sobre o Escritor

Cass Aquino

Jornalista, ator e Palestrante de oficinas sobre comunicação e artes. Bacharel em Comunicação Social Formado em Jornalismo no ano de 2010 pela Universidade do Vale do Itajaí. Foi ator do grupo de teatro de pantomíma Gibbor por mais de 15 anos.

Escreve às sexta.

Comentários