Um Clássico

Crônicas de Segunda

Mais cedo ou mais tarde, todo cronista acaba escrevendo sobre a crônica que não escreveu. Que sabe que deveria ter escrito, mas não escreveu. Talvez você não tenha ouvido falar sobre isso, mas basicamente; simplesmente; meramente; o malandro vai enrolando o leitor com juras de amor, promessas, um pouco de sedução e no final não diz é nada com nada.

Há quem diga que enrolar é a arte do cronista. Ele não é especialista em nada e nunca terá algo importante pra dizer, mas diz como se pudesse mudar o mundo com sua crônica. O poeta Fernando Pessoa uma vez escreveu que o poeta é fingidor, revelando a si mesmo. Eu, como cronista, me inspiro em sua poesia e digo que um cronista é no máximo um mentiroso.

A verdade é que um cronista só está preocupado em fazer o leitor não abandonar seu texto na metade. Isso não, por favor. Uma boa estratégia pra conseguir isso é sempre usar do bom humor. Outra, que é muito usada, é falar umas barbaridades pro leitor sentir um pouco de raiva. Acho que isso tem dado certo. Tentar parecer inteligente e no final apelar pro emocional, é genial! O leitor adora isso.

O que um bom cronista não pode nunca perder é o respeito por si mesmo. Se o cara conseguir escrever uma crônica sem assunto e chamá-la de clássico, sabe disso. E pra terminar bem, criando impacto, tem que terminar levando o leitor à reflexão: Ler é importante. O leitor sai reconfortado [e o cronista feliz]. Se você leu até aqui, sabe muito bem do que eu estou falando. Que clássico!

Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

Sobre o Escritor

Tihh Gonçalves

oi será que vai chover seja bem vindo prazer não repara a bagunça te peguei no colo troquei sua fralda poxa que bacana como você cresceu indique pros seus amigos conte pra sua mãe vai com deus beijo.

Escritor de quinta (e dos outros dias da semana também).

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